Domingo, 10.06.12

NO FUNDO DOS TEUS OLHOS

 

 

 

 

Esse vestido vermelho

E essa meia preta rendilhada

Fazem-me sonhar

 

Mas muito antes

E mais que o teu rosto

Foram os teus olhos

Que  me puseram a pensar

 

Pois foi no fundo

Bem no fundo

Dos teus olhos

Que encontrei a mulher

Em toda a sua dimensão

 

Que me leva ao rubro

Quase quase a incendiar

 

Depois

Descobri que no teu seio

Todos os meus ideais

Se encontram a dançar

 

E é por isso

Que sempre que te vejo

Tremo

Sinto-me paralizar

 

Nada conseguindo dizer

A não ser

Através do meu olhar

 

 

publicado por Policarpo Nóbrega às 15:48 | link do post | comentar
Quarta-feira, 06.10.10

SE REPARARES BEM




 

 

SE REPARARES BEM



Se Reparares Bem
Vais Ver Que O Sol
Para Além De Te Iluminar
Também Sorri Para Ti


Aproxima-Te Do Mar
Saboreia Pelo Menos
Uma Das Suas Gotas
Sente Como Ele Te Fala
E As Coisas Bonitas Que Diz


E A Beleza Das Montanhas
Com Esse Cheiro
Tão Característico
Esse Verde
E Essa Humidade
Acaricia
Cada Palmo De Terra
E Deixa-Te Envolver
Em Toda Essa Magia


E À Noite
Olha Para O Céu
Aprecia
O Encanto Do Universo
Descobre A Sua Sabedoria
A Sua Alegria
E Verás
Que Todos Os Astros
Dançam Para Ti.



publicado por Policarpo Nóbrega às 17:56 | link do post | comentar
Quarta-feira, 01.09.10

QUERIA SER INVADIDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queria ser invadido

Pelos teus olhos

 

Que a tua alma

Abraçasse a minha

 

Que a tua energia

Desaguasse no mar

Em que me transformei

 

E que uma das suas ondas

Brandas e doces

Fossem o sumo

Do nosso amor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Policarpo Nóbrega às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 15.04.10

Lançamento e apresentações do meu novo livro Ondulações Eróticas

 

Lançamento


18 Abril 2010
Restaurante Borda d’Água
Ribeira Brava, Funchal

 

Apresentações


21 Abril | 18:30 | Julber Livraria
Marinha Shopping, Funchal

23 Abril | 21:30 | Livraria Letra Livre (Zé Dos Bois)
Rua da Barroca, 57, Bairro Alto, Lisboa

24 Abril | 16:00 | Ler Devagar
Rua Rodrigues Faria, 103, Calvário, Lisboa
(Antiga Gráfica Mirandela em Alcântara)

28 Abril | 18:30 | Café com Letras
Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, 36-C, Entroncamento

publicado por Policarpo Nóbrega às 03:59 | link do post | comentar
Quarta-feira, 24.03.10

Escultora

. . .

 

 

Quando voltares à praia
Brinca um pouco comigo
Inventando-me na areia
Como tão bem o sabes fazer
Podes começar pela sobrancelha
E o olho direito
Depois todo o resto
Como a tua mão correr
Nos lábios põe-me um sorriso
Uma vez esculturado
Deita-te a meu lado
Cerra os olhos
E uma vez mais
Faz o que de mais louco
Já fizeste comigo
E adormece nos meus braços
Com esse sorriso mágico
Que perfuma a tua alma
E continua tão presente na minha


Este poema está incluido no livro "Ondulações Eróticas" que nascerá no dia 18 - 4 - 2010 junto ao mar na Ribeira Brava

 

publicado por Policarpo Nóbrega às 20:06 | link do post | comentar
Terça-feira, 09.02.10

Pára um pouco para pensar

Pára um pouco para pensar
Imagina-te como essa criança

Sã  inocente e sonhadora
Fecha os olhos
E vê como o mundo é belo
Apesar de suas crueldades

Age como essa criança
Que ignorando
Problemas ou dificuldades
Ultrapassando obstáculos
Tudo faz para vencer

Que sem medos
Ou desconfianças
Em todos vê aliados
Para conseguir
Aquilo que quer

E sempre que algo quer
Pede luta pede
E pede e luta e pede
Até que consegue

Grita corre salta ri
Parte para a descoberta
Não perde uma oportunidade
Está sempre a aprender
E com esse desejo ardente
De tudo conhecer
Tudo pergunta
Para tudo saber

É assim a criança

Que ainda não conhece
A palavra dar
E dá

Que ainda não conhece
A palavra perdoar
E perdoa

Que ainda não conhece
A palavra amar
E ama

E desconhece a palavra
Convicção
Mas age com convicção

E desconhece a palavra
Entusiasmo
Mas age com entusiasmo

E desconhece a palavra
Persistência
Mas age com persistência

E desconhece a palavra
Desistir
Mas nunca desiste

Imagina-te como essa criança
Pára um pouco para pensar

publicado por Policarpo Nóbrega às 15:05 | link do post | comentar
Sexta-feira, 06.11.09

Deixem o índio viver!

Como é possível
Que ainda hoje
Se continue a perseguir
Os poucos índios que restam
Como se não fossem
Seres humanos como nós

Às vezes
Apetece-me perguntar
Mas afinal
Que mundo civilizado e moderno
É este em que vivemos

Como é possível
Que ainda hoje
Se continue fazendo
O que os crápulas
Ditos civilizados
Do clero e nobreza europeia
Fizeram desde há quinhentos anos
Ocupando matando
Saqueando e escravizando
Tudo o que à frente lhes apareceu

Às vezes apetece-me
Apelar à luta
Mas nesta
Perante armas desiguais
Os índios sempre perderam
Pois só tinham arcos e flechas
Por isso só posso
E devo apenas
Apelar à paz

Deixem o índio viver
Saiam das suas terras
Onde há índio
Não há poluição
Respeita-se a natureza
É tudo verde e limpo
Índio não invade países
Vive onde nasceu
E onde desde sempre viveu

Deixem o índio em paz
Já é mais que tempo
De respeitar o índio
Deixem o índio viver
Com os seus costumes
Credos tradições e cultura

Índio não pode comprar
Nem vender a terra
Nem o rio nem o mar
Nem a floresta
Pois tudo é da natureza
E índio desta faz parte

Paremos de vez
Com o genocídio
Índio é um ser humano
Deixem o índio em paz
De uma vez por todas
Respeitem o índio
Deixem o índio viver

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publicado por Policarpo Nóbrega às 20:15 | link do post | comentar
Quarta-feira, 14.10.09

Nossa Missão

 

Viemos ao mundo
com a missão
de o tornar mais belo

por cada alma
que tocamos
por cada sorriso
que provocamos
por cada porta
que abrimos a alguém
é uma flor
e uma cor mais
que acrescentamos
ao jardim do Éden
que um dia
será este planeta

nas nossas mãos
pululam uma infinidade
de sementes de amor
nós só temos
que as espalhar
regá-las
acarinhá-las
amá-las
e deixá-las florescer
livremente

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publicado por Policarpo Nóbrega às 02:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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